| Paisagens noturnas |
Pasto...
E posto que pasto
Engasto uma prosa
Na áspera garganta
Rósea feito planta
Ou flor, não importa,
Seja viva ou morta,
Seja apenas, rosa.
Rumino
Palavras e mato
E assalto dilemas
Distraídos no ar
Náufragos num mar
Sem ondas nem outras
Bailarinas rotas
Apenas poemas.
Cuspo
Ácidos e arroubos
Assombro senhoras
Sentadas na vida
Sepultadas inda
Em suas quimeras
Venenosas heras
De malditas floras.
Bocejo
De sono, e palavras
Escravas da boca
Escapam de mim
Fogem para o fim
Do verso arredio
Que flui feito rio
E no ar desemboca.
Nenhum comentário