
| Paisagens humanas |
Disformes pigmentos recobrem a ruína...
Pelas ruas, tons cinzas, monótonos, crus,
Tornam negros quaisquer fachos de vaga luz
Que habitam o Corpo, hóspede duma esquina.
Subversivos olhos de uma face assassina
Condenam os trapos sem leitos ou vil cruz,
Culpam os restos que o povo humano produz,
Ignoram o Corpo... cegueira repentina!
Estirado no eterno mármore, sua praça,
Abatido pela excelência da desgraça,
O Corpo expira tragos de incredulidade.
Enquanto um tumulto de pombas esvoaça,
Perdido nos escombros, sem qualquer verdade,
O Corpo funde-se na infâmia da cidade.
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