| Paisagens humanas |
Ela chora. Vejo. Ela grita e chora.
Sinto sua brisa castigar ora
Meus cabelos, ora vagos apelos
De felicidade.
Divago, ela chora. Toda ela em prantos.
Cavo o seu silêncio; nos seus recantos
Pacientes, santos dormem, silentes,
À sua vontade.
Ela chora, lágrimas ela inflama.
Lança dardos rubros qual densa chama
De desejos, trama de longos beijos,
Pela eternidade.
Murmuro, sorrindo, ela apenas grita.
Sim, simplesmente ela, voraz e aflita,
Chora, voa, imita os deuses e entoa
Sua obscuridade.
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