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Edvard Munch - Den døde mor
Edvard Munch (Noruega, 1863-1944)
A mãe morta (1899-1900); óleo sobre tela
Nota: 3 (1 voto)
Paisagens noturnas

Den døde mor


a Edvard Munch

Longe dos olhos fulvos um negror de morte 
Emana da decrépita face que jaz 
No arcabouço largado entre o bando sequaz 
Do Ócio e o vil povo que unge sua sorte. 
 
Longe dos olhos puros da pura criança, 
A paz das cavidades profanas engole 
O tumulto das preces da sonora prole 
Do Tédio, a multidão de filhos sem 'sperança. 
 
Um choro inda distante dos olhos calados 
Desvela a fúria pérfida da Sombra brava 
Que hora após hora esculpe o rosto e nele crava 
Seu reino, abismo hostil de infindos desagrados. 
 
Um grito inda longínquo nos olhos afunda, 
Tece um emaranhado de eternos conflitos; 
Um crepúsculo cobre os vestígios aflitos 
Enquanto a Morte vela a face moribunda. 

 

Nota do autor: Em norueguês, Den døde mor significa "A mãe morta". Este poema é uma homenagem a Edvard Munch (1863-1944), pintor norueguês. Um de seus mais conhecidos quadros, "The Cry", é típico de sua angustiante expressão de solidão e medo. Este poema faz menção a outra obra de Munch, com mesmo título, pintado entre 1899 e 1900.

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