poemas avulsos ofertas da casa idéias ao vento dejetos ao esgoto lixo aos nossos olhos desterros da alma asas de mariposa lágrimas de virgens sorrisos decadentes poemas entre sombras palavras aos montes de estrume e fel doenças radiantes felicidades esparsas cruzes num campo ossos na areia resquícios de gente restos de artilharia cadáveres de sombras poemas dispersos gritos de prazer orgias artísticas cenas de novela em novelos desfiados sono acordado sonho cabeças desfeitas gravatas e cordas lábios e foices lúcidas imagens poemas avulsos
Um vento noturno blasfema e freme
As faces rubras do Tempo, que voa;
Asas de águia pairam sobre a lagoa
Prenhe de tormentas. "Avante ao leme!"
Navegar... que infeliz necessidade,
Tão estúpida quanto viver, só;
O infinito revela-se qual pó,
Volátil névoa cobrindo a verdade.
Visões, apenas vão desprendimento
Da realidade absurda que corta
E sangra a carne podre, quase morta,
Do profeta imerso no negro vento.
O Tempo mostra aos seus olhos famintos
Um filme de convulsivas imagens;
Futuro estampado em atras paisagens:
Cinzas da arte, dos medos, dos instintos.
© 2008-2010 Abílio Mateus Jr. — todos os direitos reservados
28 de Junho de 2009 às 15:22:30 -0400. Hits: 92
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