poemas avulsos ofertas da casa idéias ao vento dejetos ao esgoto lixo aos nossos olhos desterros da alma asas de mariposa lágrimas de virgens sorrisos decadentes poemas entre sombras palavras aos montes de estrume e fel doenças radiantes felicidades esparsas cruzes num campo ossos na areia resquícios de gente restos de artilharia cadáveres de sombras poemas dispersos gritos de prazer orgias artísticas cenas de novela em novelos desfiados sono acordado sonho cabeças desfeitas gravatas e cordas lábios e foices lúcidas imagens poemas avulsos
As máscaras, diabólicas ou serenas,
Revelam outras faces, outros manifestos,
Tétricos, estampados nos robustos gestos,
Ocultos na timidez de inocentes cenas.
Os olhos sem olhos nos escombros de Atenas,
A falsidade dos tragi-cômicos textos,
Prendem a alma trêmula que em breves protestos,
Em súplicas, lança-se nas mortais arenas.
Dissimulada na realidade abjeta,
A Melancolia crava suas peçonhas
Na alma que chora, acolhida em faces risonhas.
Qual prisioneiro de si mesmo, o poeta,
Sempre servo da Máscara dilacerante,
Luta pela liberdade, inda que distante.
© 2008-2010 Abílio Mateus Jr. — todos os direitos reservados
28 de Junho de 2009 às 04:07:28 -0400. Hits: 99
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