poemas avulsos ofertas da casa idéias ao vento dejetos ao esgoto lixo aos nossos olhos desterros da alma asas de mariposa lágrimas de virgens sorrisos decadentes poemas entre sombras palavras aos montes de estrume e fel doenças radiantes felicidades esparsas cruzes num campo ossos na areia resquícios de gente restos de artilharia cadáveres de sombras poemas dispersos gritos de prazer orgias artísticas cenas de novela em novelos desfiados sono acordado sonho cabeças desfeitas gravatas e cordas lábios e foices lúcidas imagens poemas avulsos
Louca, o seu rosto faminto, a súplica rouca
Entre ruídos de insetos, gritos de insetos
Rastejantes e abjetos.
Santa! Os joelhos na miséria, óbvia, tanta,
Que se espalha nas ruas, engole essas ruas,
Rútilas, vivas, cruas.
Sombra espavorida, lúgubre, que me assombra,
Furta espasmos fortes, queda de muros fortes,
Renasce de mil mortes...
Morre... padece na fome, ninguém socorre
A face da pobreza, a órfã da pobreza,
Sonâmbula, indefesa...
Fria?! Encravada na calçada mais sombria,
Estirada no leito, torpe, duro leito;
Morta! Um sonho desfeito.
© 2008-2010 Abílio Mateus Jr. — todos os direitos reservados
28 de Junho de 2009 às 03:34:26 -0400. Hits: 179
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