poemas avulsos ofertas da casa idéias ao vento dejetos ao esgoto lixo aos nossos olhos desterros da alma asas de mariposa lágrimas de virgens sorrisos decadentes poemas entre sombras palavras aos montes de estrume e fel doenças radiantes felicidades esparsas cruzes num campo ossos na areia resquícios de gente restos de artilharia cadáveres de sombras poemas dispersos gritos de prazer orgias artísticas cenas de novela em novelos desfiados sono acordado sonho cabeças desfeitas gravatas e cordas lábios e foices lúcidas imagens poemas avulsos
Adeus ao papel! A pena e a tinta estão mortas... os rascunhos já não existem mais. Amontoados de folhas borradas com suor e lágrimas estão abandonados. Esqueçam-se das letras mal feitas, dificilmente compreendidas por outrem; das palavras apagadas, mas ainda visíveis à contra-luz. Adeus ao papel em branco e suas linhas opressoras... adeus!
A poesia é dinâmica. Molda-se ao espírito humano e espalha-se como o vento. Persiste a jornadas longínquas, atravessa séculos e continua arrebatadora. Mas os poetas... ah, os poetas morrem em qualquer canto escuro e abafado, embriagam-se de dor e de alegria, sofrem infartos de menosprezo, espasmos de solidão, úlceras de hipocrisia...
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28 de Junho de 2009 às 02:26:57 -0300. Hits: 173