entre sombras
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Quoth the Raven, "Nevermore"...
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O bailarino

Ao som de sonatas divinas, violinos raros, dançamos nossos corpos sobre rodas da Fortuna. Com passos marcados caminhamos retílineas bordas de cristal, pé anté pé, volteios milimétricos, valsas esplêndidas.

O som da música intensa atordoa;
O bailarino, tonto, apenas dança.

A multidão, em febre, sorri à toa;
O bailarino, louco, apenas dança.

Na noite erma de glórias e maldita,
O bailarino, velho, vibra e dança.

Desenvoltura mística e esquisita
Do bailarino, devoto da dança.

Os olhos num movimento lascivo;
O bailarino, cego, em plena dança.

Os aplausos, o espetáculo vivo,
E o bailarino, mendigando, dança.

28 de Junho de 2009 às 03:43:39 -0400. Hits: 117

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