poemas avulsos ofertas da casa idéias ao vento dejetos ao esgoto lixo aos nossos olhos desterros da alma asas de mariposa lágrimas de virgens sorrisos decadentes poemas entre sombras palavras aos montes de estrume e fel doenças radiantes felicidades esparsas cruzes num campo ossos na areia resquícios de gente restos de artilharia cadáveres de sombras poemas dispersos gritos de prazer orgias artísticas cenas de novela em novelos desfiados sono acordado sonho cabeças desfeitas gravatas e cordas lábios e foices lúcidas imagens poemas avulsos
Ela chora. Vejo. Ela grita e chora.
Sinto sua brisa castigar ora
Meus cabelos, ora vagos apelos
De felicidade.
Divago, ela chora. Toda ela em prantos.
Cavo o seu silêncio; nos seus recantos
Pacientes, santos dormem, silentes,
À sua vontade.
Ela chora, lágrimas ela inflama.
Lança dardos rubros qual densa chama
De desejos, trama de longos beijos,
Pela eternidade.
Murmuro, sorrindo, ela apenas grita.
Sim, simplesmente ela, voraz e aflita,
Chora, voa, imita os deuses e entoa
Sua obscuridade.
© 2008-2010 Abílio Mateus Jr. — todos os direitos reservados
28 de Junho de 2009 às 03:37:54 -0400. Hits: 127
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