poemas avulsos ofertas da casa idéias ao vento dejetos ao esgoto lixo aos nossos olhos desterros da alma asas de mariposa lágrimas de virgens sorrisos decadentes poemas entre sombras palavras aos montes de estrume e fel doenças radiantes felicidades esparsas cruzes num campo ossos na areia resquícios de gente restos de artilharia cadáveres de sombras poemas dispersos gritos de prazer orgias artísticas cenas de novela em novelos desfiados sono acordado sonho cabeças desfeitas gravatas e cordas lábios e foices lúcidas imagens poemas avulsos
Temporais...
minuto à minuto,
o silêncio morre,
grau à grau.
do esquadrinhado celeste.
Engrenagens uivam
para uma luz artificial,
um falso farol que guia
olhos vorazes.
O mundo revela-se
em cada fragmento de noite
que invade a prisão
de "loucos" e máquinas.
Pequenas chamas,
pálidas,
compõem um novo teto,
teia de luzes
e poeira.
A tênue mancha
esbranquiçada
é tal como uma falha
na arquitetura sublime
do alcácer de janelas
incontáveis.
O tempo escorre
pelos espelhos do monstro
de muitas faces;
um único olho mira o absurdo.
© 2008-2010 Abílio Mateus Jr. — todos os direitos reservados
28 de Junho de 2009 às 02:40:53 -0400. Hits: 116
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