entre sombras
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Agonias de um velho

Medo da morte, dos seus traços tortos;
Seus olhos absortos
São justa desgraça.

Medo do tempo, do maldito agouro,
Sórdido tesouro
Acre qual fumaça.

Medo da noite, suas fortes garras;
Em mortais amarras
O velho se enlaça.

Clama qual louco, confessa e murmura
A pungente agrura
Que ele, velho, abraça.

Retrata a morte, o silêncio noturno
Que o torna soturno,
Tirando-lhe a graça.

Chora, emudece, espera sua sorte,
Reza, enquanto a morte
Cativa quem passa.

28 de Junho de 2009 às 03:45:12 -0400. Hits: 128

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