poemas avulsos ofertas da casa idéias ao vento dejetos ao esgoto lixo aos nossos olhos desterros da alma asas de mariposa lágrimas de virgens sorrisos decadentes poemas entre sombras palavras aos montes de estrume e fel doenças radiantes felicidades esparsas cruzes num campo ossos na areia resquícios de gente restos de artilharia cadáveres de sombras poemas dispersos gritos de prazer orgias artísticas cenas de novela em novelos desfiados sono acordado sonho cabeças desfeitas gravatas e cordas lábios e foices lúcidas imagens poemas avulsos
Medo da morte, dos seus traços tortos;
Seus olhos absortos
São justa desgraça.
Medo do tempo, do maldito agouro,
Sórdido tesouro
Acre qual fumaça.
Medo da noite, suas fortes garras;
Em mortais amarras
O velho se enlaça.
Clama qual louco, confessa e murmura
A pungente agrura
Que ele, velho, abraça.
Retrata a morte, o silêncio noturno
Que o torna soturno,
Tirando-lhe a graça.
Chora, emudece, espera sua sorte,
Reza, enquanto a morte
Cativa quem passa.
© 2008-2010 Abílio Mateus Jr. — todos os direitos reservados
28 de Junho de 2009 às 03:45:12 -0400. Hits: 128
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