poemas avulsos ofertas da casa idéias ao vento dejetos ao esgoto lixo aos nossos olhos desterros da alma asas de mariposa lágrimas de virgens sorrisos decadentes poemas entre sombras palavras aos montes de estrume e fel doenças radiantes felicidades esparsas cruzes num campo ossos na areia resquícios de gente restos de artilharia cadáveres de sombras poemas dispersos gritos de prazer orgias artísticas cenas de novela em novelos desfiados sono acordado sonho cabeças desfeitas gravatas e cordas lábios e foices lúcidas imagens poemas avulsos
Uma caravana, um povo perdido
Nos fétidos, criminosos atalhos,
Levando os restos, mórbidos retalhos;
Dignidade oculta em cada gemido.
Tráfego de vilezas, lixos, vidas
Esparramadas nas ruas dormentes,
E sonolentas, sob sombras dementes,
Sombras incessantemente sofridas.
Movimentos síncronos no cimento...
Uma queda, ressurreição, um passo!
Seguem num simbiótico compasso
Sugando das calçadas o alimento,
Moldando-se na rude arquitetura
Dos bancos das esquinas da loucura.
© 2008-2010 Abílio Mateus Jr. — todos os direitos reservados
28 de Junho de 2009 às 03:34:51 -0400. Hits: 135
Comentários
Nenhum comentárioDeixe seu comentário