abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 5
(1 voto)

Vício


Tomo um café! Hipnotizo as pálpebras leves 
Com único gole fumegante e severo; 
Descubro pálidos horizontes, tão breves, 
Que os olhos rotos encontram. Não espero! 
 
Busco-os com voracidade felina, atroz, 
Desconhecendo o destino que me convida, 
Bruscamente, em cada gole do meu algoz, 
Por toda a existência da alma denegrida. 
 
Servo dos sentidos, escravo embriagado, 
Alcanço o êxtase dos presságios ocultos. 
As divindades, no paraíso adornado, 
Brincam debilmente, entre prantos e insultos; 
 
E observam-me, com um farto olhar cristalino, 
Vigiando o vício, minha sobrevivência. 
Tomo um café! Esqueço meu vago destino, 
Caio debruçado em profunda decadência. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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