abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 4
(1 voto)

Últimas palavras


"Mehr Licht!" 
Goethe

As pálpebras, em distúrbios, desabam 
Levemente ébrias de melancolia, 
E soluços monstruosos divagam 
Nas calmas catacumbas da afasia. 
 
Suspiros envoltos por negras brumas 
Tentam o suicídio num poema 
Declamado em meio a rubras espumas 
Saindo da boca, qual num edema. 
 
O espectro já moribundo, gemendo, 
Retorcendo os membros desfalecidos, 
Lembra uma dessas plantas, que morrendo 
Oculta-se nos campos florescidos. 
 
A inútil esperança de viver 
Oprime o poeta, e esta o conduz 
À última súplica, ao vão dizer 
De palavras assim ditas: "Mais luz!" 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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