
Transeunte
Fogo transeunte nas antigas lembranças...
Reluzem memórias dos dias ancestrais
Que as noites ocultam em sombras desiguais;
As malditas noites e os tristes madrigais.
Soletram o vento, as ignóbeis esperanças
De ouvir sons vindos do passado fugitivo,
Para libertarem das cordas e do crivo
Os temores hodiernos, o medo vivo.
Sem pressa, incineram dúvidas de crianças,
Com incensos perfumados e fumegantes,
Com fogueiras rústicas das eras distantes,
Deixando cinzas mortas, certezas brilhantes.
Na tempestade calórica destas danças,
Sonhos e pesadelos, morte prematura,
Confundem-se... vapores levam a quentura
Ao caos gélido destes versos. A Loucura!
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