abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 5
(1 voto)

Transeunte


Fogo transeunte nas antigas lembranças... 
Reluzem memórias dos dias ancestrais 
Que as noites ocultam em sombras desiguais; 
As malditas noites e os tristes madrigais. 
 
Soletram o vento, as ignóbeis esperanças 
De ouvir sons vindos do passado fugitivo, 
Para libertarem das cordas e do crivo 
Os temores hodiernos, o medo vivo. 
 
Sem pressa, incineram dúvidas de crianças, 
Com incensos perfumados e fumegantes, 
Com fogueiras rústicas das eras distantes, 
Deixando cinzas mortas, certezas brilhantes. 
 
Na tempestade calórica destas danças, 
Sonhos e pesadelos, morte prematura, 
Confundem-se... vapores levam a quentura 
Ao caos gélido destes versos. A Loucura! 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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