
Subterrâneo
E não somente grita palavras sensatas...
Geme! Murmura mentiras como animais,
Covardes, ante predadores naturais,
Rangendo os dentes, temendo malditas patas.
No subterrâneo escavado com a maxila,
Relembra a vida, encena uma morte triunfal,
Geme! Treme de angústia num fragor mortal,
E perverso, em cada palavra o caos desfila...
E um mundo desaba sob seus pés desditosos...
Anjos infames descem dos céus, dos infernos,
Das alturas caem monumentos eternos
E nos ares subterrâneos, choros medrosos.
Um silêncio caótico ruge incessante,
E a negrura sublime arde no peito vil,
Negro por dentro, e triste, e solitário, e frio...
Qual tumba mortuária num deserto errante.
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