abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 3
(1 voto)

Subterrâneo


E não somente grita palavras sensatas... 
Geme! Murmura mentiras como animais, 
Covardes, ante predadores naturais, 
Rangendo os dentes, temendo malditas patas. 
 
No subterrâneo escavado com a maxila, 
Relembra a vida, encena uma morte triunfal, 
Geme! Treme de angústia num fragor mortal, 
E perverso, em cada palavra o caos desfila... 
 
E um mundo desaba sob seus pés desditosos... 
Anjos infames descem dos céus, dos infernos, 
Das alturas caem monumentos eternos 
E nos ares subterrâneos, choros medrosos. 
 
Um silêncio caótico ruge incessante, 
E a negrura sublime arde no peito vil, 
Negro por dentro, e triste, e solitário, e frio... 
Qual tumba mortuária num deserto errante. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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