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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 5
(1 voto)

Saltimbanco


Velho indigente sorrindo sua desgraça... 
A morte é o falso amigo que te abraça 
E te condena à solidão da velhice, 
Morbidez doentia, serena tolice. 
 
Velho deprimente gritando seus absurdos... 
O povo que te rodeia é um clã de surdos, 
Manifestação indiferente de medo, 
Temor do tempo, que faz da vida um degredo. 
 
Velho, que teus tormentos sejam repentinos, 
Breves momentos de angústia, vãos assassinos 
Da doença que corrói tua alva ossatura. 
 
Velho, que o povo seja tua sepultura, 
Mansão sagrada que guardará os resquícios 
Do saltimbanco, do ancião e dos seus vícios. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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