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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Prólogo - A aurora


Longe das súplicas e das verdades, 
Desafia o olhar a imagem fiel 
Do dia a inundar-se de claridades, 
Vindas da sordidez do opaco céu. 
 
Decadentes espectros, filhos de Hades, 
Discípulos da escuridão cruel, 
Escondem-se nas sombras das beldades, 
Em busca da paz, como a um troféu. 
 
Na aurora dispersa em negros poemas, 
Visões burlescas do cotidiano 
Misturam-se ao caos de loucos emblemas. 
 
Palavras, névoas do saber humano, 
Decadência... prendem-nas as algemas 
Da sóbria Tolice e do Tédio insano. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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