
Poética das águas
Estes versos de existência desconhecida
Fremem como rios de turbulentas águas,
Correntezas sinistras que levam as mágoas,
As culpas, as angústias, a dor suicida.
Entre calhaus de intrigantes arquiteturas,
Seguem fremindo os rebojos, vagas furtivas
Que enlaçam medos, e nas horas aflitivas,
Condenam os medos à paz das sepulturas.
Nas margens serenas, a calma resplandece
E os versos inebriantes a alma entorpece,
Buscando novas águas, murmúrios latentes.
Os mares que encontram surgem como jardins
Repletos de flóreas negruras dos confins:
Trevas poéticas de versos decadentes!
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