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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 5
(1 voto)

Pântano


Desvairado a percorrer vastos lodaçais, 
E vales enegrecidos por vagas flores, 
Pululantes variações das negras cores 
Que jazem nas pétalas e nos minerais; 
 
Enlouquecido a perscrutar cada jazida 
Da mais repugnante sordidez que envenena 
E aos poucos torna a alma uma brisa amena, 
Um vapor melancólico que encerra a vida; 
 
Sonâmbulo a caminhar sobre a fluida lama, 
Recolhendo os vestígios de outrora vivência, 
Qual monge budista, com branda paciência, 
No lodo sufocante que o tédio inflama. 
 
Assim vai minha alma, sombria e decadente... 
Pelos lodaçais das esperanças malditas, 
Pelos campos lodosos, de angústia e desditas, 
Sórdidos pantanais da criação fremente. 
 
Conduzida pelas mãos da eterna loucura, 
Nos pântanos da melancolia naufraga, 
E vê minha vida fluir de forma vaga, 
E sente a minha morte, a solene ventura. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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