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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 4
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Os viajantes


Quando os sonolentos desabam nas moradas 
E envergam seus corpos, bocejando ao acaso, 
Nas sórdidas mansardas, faces desoladas 
Condenam à forca o silêncio do descaso. 
 
Indignos sem leito (mas com a tumba pronta!) 
Brincam de imortais lançando-se em torpes poços, 
Sem medo das trevas, da morte que os afronta 
E lhes diz: "Faço de suas vidas, meus ossos!" 
 
A caravana de semideuses, qual vagas, 
Oscila entre o tumulto de vozes malditas 
E a gritaria rouca de velhas pressagas, 
Murmurando o futuro, as sortes e as desditas. 
 
Nos ninhos aconchegantes, quase sagrados, 
Os viajantes desembarcam com destreza 
E logo adormecem sobre os parcos estrados, 
Deixando o poeta só... com sua tristeza. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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