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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 5
(1 voto)

O medo do solitário


À hora tardia, quando os parvos sonâmbulos 
Despertam desesperados da sonolência, 
Alucinados, nas alturas, qual funâmbulos, 
Torpes pensamentos erram na consciência. 
 
Ah! Tão indistinguíveis remorsos de outrora 
Afligem, denigrem, culpam o condenado 
Pelas mãos impiedosas da vil senhora... 
A Loucura, justa e cega, impõe seu reinado. 
 
Recolhido no esquecimento quase eterno, 
Corroído pelos ares da solidão, 
Entrega-se ao medo, malefício hodierno 
Sustentado por bruscas palavras em vão. 
 
Envolvido pelas paredes de concreto, 
Assiste, momento a momento, ao seu sepulcro, 
E mesmo que lhe digam o que é correto, 
Esquece, e faz do medo um solitário fulcro. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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