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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 2
(1 voto)

O fantasma


A sombra flutuante sob fartos olhares 
Parece um resquício de vida maltratada; 
Sem rumo, fica à deriva em altos mares, 
Esperando o fim da nauseante jornada. 
 
Suas vestes translúcidas são como velas 
Içadas até os céus por rígidos mastros. 
Não há vento, mas a sombra nas aquarelas 
Veleja tal como imagens, sem deixar rastros. 
 
Sob tons policromos, a figura noturna 
Desaparece nos mares inconscientes; 
Naufraga nos sonhos, levemente soturna; 
Mergulha em pesadelos, loucos, deprimentes. 
 
A sombra do fantasma jaz nos oceanos, 
Nas trevas absurdas dos vagos pensamentos. 
O desconhecido cai em abismos profanos, 
Que escondem medos, temores e outros tormentos. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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