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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 5
(1 voto)

O campesino


Com a enxada nos punhos infantis, 
Cava o solo pobre, o terreno ingrato, 
Que arranca-lhe os sorrisos pueris 
E as brincadeiras troca pelo mato. 
 
Capina o mato... retrato da morte 
Cravado na aridez dos descampados, 
Dos desertos à procura da sorte, 
A busca incansável pelos aguados. 
 
Brinca na terra, sonha com a enxada 
E descobre a vida nas duras chagas, 
Nas batalhas contra a fome encarnada 
Em pálidos olhos, humanas pragas. 
 
Sob o sol do sertão, e a vil miséria, 
O menino, o campesino, sorri, 
Como se a vida fosse uma pilhéria 
E a morte, a justa indagação de si. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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