abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 5
(1 voto)

Inspiração


Um esgoto a céu aberto escorre 
Pelas entranhas convulsivas, 
Corpóreas, cicatrizes vivas, 
Do corpo que não sente, morre. 
 
Bóiam nestas águas funestas, 
Torpes, turvas, intempestivas, 
Mortalhas solenes, lascivas: 
Restos de hediondas festas. 
 
Nos céus, olores putrefatos, 
Brumas envolventes e altivas, 
Somem como dores furtivas 
Entre gritos estupefatos. 
 
Mas nestas fúnebres paisagens 
Surgem qual surpresas festivas, 
Vagas flores, do caos nativas... 
Flores! Poéticas imagens. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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