abiliomateus.net :: Danças da Escuridão — Leia outros poemas do poeta Abílio Mateus Jr. no site entre sombras.
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Hora sagrada


Hora propícia. Fervem lembranças antigas, 
Insanidades longínquas no ar esvaecem; 
Segundo a segundo ávidos demônios descem 
Das trevas, enlaçando-me com mãos amigas. 
 
Desisto de falsas meditações noturnas 
Na sobriedade dessa hora imersa em prantos. 
Escorrem vultos dos meus olhos, pelos cantos, 
Pelos restos de vidas caladas, soturnas. 
 
Hora mística. Para os tolos, hora santa; 
Oração pagã de um louco devastador. 
Prevalecem sombras na alma do sonhador, 
Palavras dispersas na voz que jamais canta... 
 
Clama, implora... farta hora de divagações. 
É o tempo das memórias, épocas mortas, 
Saudade da liberdade, de abrir as portas 
E regressar para o mundo das percepções. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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