abiliomateus.net :: Danças da Escuridão — Leia outros poemas do poeta Abílio Mateus Jr. no site entre sombras.
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Gritos da miséria


Multidão despencando sobre meus umbrais 
E gritando o desespero em palavras tais 
Que ferem os ouvidos, soando qual eco 
Nas fundas cavernas, no ventre dum boneco. 
 
Gritando toda piedade em meus ouvidos; 
A balbúrdia incontrolável, em zunidos 
De dor, de saudade, de medo da miséria, 
Revela a profusão da existência cinérea. 
 
Conjunção de prantos lamentosos, profundos, 
Que na frieza do meu semblante são mundos 
Repletos de sombras desses míseros seres. 
 
Defronte da pobreza, faustosos prazeres 
Calam a multidão que grita em meus ouvidos. 
No silêncio, ouço somente roucos gemidos. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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