abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 3
(1 voto)

Fuga


Dos olhos plangentes do sonhador errante, 
Transparentes visões emergem como raios, 
Inundando de luz o ambiente bacante, 
Soberbo e opulento como breves ensaios. 
 
São sóbrios momentos que precedem a fuga, 
A sutil escapada de versos detidos 
Em antigas prisões, onde a vida se enruga, 
Em tumbas ocultas por campos florescidos. 
 
Imagens lascivas escorrem pelos cantos 
Dos olhos que lamentam por coisas banais. 
Os versos viram preces, devotos de santos, 
Pagãos corrompidos por atos imorais. 
 
São disfarces profanos, insanos e sábios, 
Nobres trajes para a fuga do sonhador; 
As ternas palavras escapam por seus lábios 
E encontram a liberdade em versos de amor. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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