abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 4
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Ébrio


Afundarei meu copo em poças rutilantes, 
E vítreas figuras surgirão qual bacantes, 
Dançando, cambaleando entre largos jorros 
Do mais puro elixir, dos mais uivantes morros. 
 
Um fresco licor descerá pela garganta 
Animando a alma, dizendo-lhe: "Te levanta! 
E corra qual louco devasso pelas ruas, 
Exalando o meu perfume nas falas tuas." 
 
"Seja digno do meu fatídico domínio. 
Apresente-me a outros, cause-lhes fascínio; 
Ostente com soberba o fulgente castelo, 
Que abriga meu reino e o teu humano flagelo." 
 
Livre de mordaças, mas preso ao nobre vício, 
Jogarei meus sonhos em fundo precipício, 
Sem remorsos, tristezas ou torpes mágoas... 
Apenas ébrio, mergulhado em rubras águas. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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