abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 2
(1 voto)

Diurnos


Manhã sem vida... apenas folhas em branco, 
O leve balanço de flores suicidas 
Despencando uma a uma, num vôo franco, 
Rumo ao solo, às sepulturas soerguidas. 
 
Somente os lamentos de incerteza e tédio, 
Os pássaros confusos nos ares diurnos 
Gritando qual loucos em busca dum remédio 
Para suavizar seus corpos taciturnos. 
 
Apenas folhas em branco, mágoa poética... 
Na manhã que padece, serena e fria, 
Os versos enlouquecem, perdem a estética, 
 
Dissolvem-se nos ventos, estranha magia, 
Erram além dos sóis numa dança frenética, 
E sucumbem, cansados, numa poesia. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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