
Deuses metálicos
Espirais se elevam! Faz-se um mistério
Nas sombras circunscritas por objetos
Do luzente metal, do alvo minério;
Sobras de rochas e de seus dejetos.
Contornos espiralados no espaço,
Limitações da matéria forjada;
Metal bruto, ligas fundidas, aço
Prensado qual vida desconsolada.
Entre cinéreas armações, em casas,
Crianças brincam com deuses estáticos:
Máquinas viventes, anjos sem asas,
Sem auréolas, sem liras... metálicos.
Síntese da modernidade esférica,
Curvilínea, da estrutura espectral
(Espetáculo de formas!), da histérica
Vida presa em gaiolas de metal.
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