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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 5
(1 voto)

Deuses metálicos


Espirais se elevam! Faz-se um mistério 
Nas sombras circunscritas por objetos 
Do luzente metal, do alvo minério; 
Sobras de rochas e de seus dejetos. 
 
Contornos espiralados no espaço, 
Limitações da matéria forjada; 
Metal bruto, ligas fundidas, aço 
Prensado qual vida desconsolada. 
 
Entre cinéreas armações, em casas, 
Crianças brincam com deuses estáticos: 
Máquinas viventes, anjos sem asas, 
Sem auréolas, sem liras... metálicos. 
 
Síntese da modernidade esférica, 
Curvilínea, da estrutura espectral 
(Espetáculo de formas!), da histérica 
Vida presa em gaiolas de metal. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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