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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 4
(1 voto)

De Profundis...


Deteve os meus olhos uma cena cruel, 
Perfil deplorável da alma que devaneia. 
Breve lembrança do mar, do cinéreo véu 
Cobrindo a paisagem, castigando a areia. 
 
A mesma areia pálida, e suja, e tão fria, 
E que me comoveu; fez-me chorar navalhas. 
O respirar das ondas, a tênue alegria 
Das ondas, o mar tecendo minhas mortalhas... 
 
Frio! Palavras brotaram dessa frieza 
Com tamanha volúpia, com infinda pressa, 
E murcharam... florescimento e incerteza... 
Flores murchas, palavras que a alma confessa. 
 
Distraído entre devoções e conjecturas, 
Orações soletradas em altos patamares, 
Naufraguei num oceano de águas puras, 
Mergulhei na paixão de radiantes mares. 
 
E não mais voltei! Padeci nos muitos braços 
Das deusas que habitam os meus fartos abismos 
E sustentam sonhos dos etéreos espaços, 
Onde jazem os versos de estranhos lirismos. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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