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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 1
(1 voto)

Carpe diem


Soturnamente envolto por seus lutos, 
Vê-se calado o sonhador de instantes, 
Imóvel no tempo, hirto nas estantes 
Da biblioteca de áureos minutos. 
 
Colecionador de horas, seus frutos 
Sazonados apodrecem sempre antes 
Da longínqua colheita, assaz distantes 
Dos seus sonhos, seus devaneios brutos. 
 
Sentado às margens da eternidade, 
Sob as garras da cinérea preguiça 
Vê-se ante a morte, que em seus olhos viça. 
 
"Oh Tempo! Vil mestre da crueldade!" 
Grita o sonhador. O pranto o detém 
Em lágrimas que dizem: Carpe diem! 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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