abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

A A A



Nota: 5
(1 voto)

Brandemburgo


Brandos movimentos aéreos, suaves, 
Serenamente regem todo espaço, 
Repleto de sons, e notas, e claves, 
E gestos seguindo o mesmo compasso. 
 
Brandos temporais de ventos, de flautas, 
De pianos, de agudos violinos. 
Cada som marcado em antigas pautas, 
Nos traços magistrais e genuínos. 
 
Brandos desafios na arte musical, 
Na arte de ouvir a música divina 
E contemplar, como um deus, o irreal, 
A obra secular que inda nos fascina: 
 
Concertos, tocatas, fugas brilhantes... 
A eterna liberdade, a criação; 
O conluio de notas aspirantes 
Nas partituras, na composição. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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