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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 3.5
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Angústia noturna


A solidão infesta-me com suas pragas, 
Deixa no meu peito profundíssimas chagas 
Que os segundos não curam, revelam as mágoas, 
Transbordam o pus em desconsoladas águas, 
Espessas correntezas de aguçadas dores; 
Lágrimas, surtos de vagidos e estertores. 
 
Nauseantes manifestações de saudade 
Acalmam o ácido que o meu corpo invade, 
Sulfúrico, corrosivo, letal veneno; 
Alcalinos pensamentos tornam ameno, 
E pacífico, o malévolo sentimento, 
Que fulmina meus órgãos, em órfão lamento. 
 
Sóbrio, desperto às altas horas matinais, 
Declamo meus versos às sombras desiguais, 
Na ausência da minha musa, na ausência... ausência... 
Presença constante da aridez, influência 
Contínua de deuses solitários e santos, 
Que não convertem minha alma, meus desencantos. 
 
Ah! Sofro de malditas convulsões noturnas... 
Não durmo, não descanso. Ruínas soturnas 
Amontoam-se em meus olhos, vejo fantasmas, 
Sinto saírem do ventre fortes miasmas, 
Emanações doentias da solidão, 
Que deixa o meu peito em negra putrefação. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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