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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 2
(1 voto)

A mortalha


Nessas noites frias e sepulcrais 
As sombras dos corpos rastejam, lentas, 
Em labirintos medonhos, sedentas 
Pela luz de luzentes castiçais. 
 
Pendem de sonolentas ossaturas 
Restos de epidermes apodrecidas, 
Vestígios de existências denegridas... 
Manchas negras em burlescas pinturas. 
 
Ao longe, um vulto indizível flutua 
Na espessura leve, aérea, noturna, 
E de forma vaga, em dança soturna, 
Baila... difuso nos lumes da lua. 
 
Com a veste triunfal, disfarçado, 
— Mortalha soberba de muitos vultos — 
No silêncio, no vinho, nos tumultos, 
Caminha a desgraça... a morte do lado. 
 
A esperança de encontrar sóbrias luzes 
Guia seus passos, os falsos sentidos, 
Na escuridão que aflige os desvalidos, 
Na noite eterna, entre lajes e cruzes. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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