abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 5
(1 voto)

Alucinação ou falsa liberdade


Depois da fuga, peregrinação... 
Meus trapos têm a cor da escuridão 
E olores das sombras petrificadas 
Que caminham, rastejam nas calçadas. 
 
Depois da liberdade, entusiasmo... 
A aragem me envenena, caio pasmo; 
Na prisão, o mórbido ar me nutria 
Com seus fungos, sua monotonia. 
 
Agora, livre de toda torpeza, 
Da imundície, da podre natureza, 
Desmaio, quase morro, padeço. 
 
Respiro a brisa mais pura, adoeço... 
Meus olhos sem grades perdem-se, ocultos 
Na multidão de ecos, de alegres vultos. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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