abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

A A A



Nota: 5
(1 voto)

Allegro


A fúria amena da música pura 
Transtorna os sentidos e a desventura 
De não ouvi-la enlouquece, qual prece 
Murmurada num bafo de loucura. 
 
Vêm os sons latejantes do maestro, 
Rondando as pautas, procurando um estro, 
Musical, sonoro, um canto canoro 
Expirado na fuga dum sequestro. 
 
Flores cobrem a paisagem nevada, 
Pálida e triste, e cânticos do nada 
Se elevam, verdejando, bravejando 
Algo sublime na alma esbranquiçada. 
 
A primavera soa em violinos 
Festivos, que florescem como sinos 
Dobrando nas alturas, nas agruras 
Impiedosas de vagos destinos. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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