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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 4
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A cega


Por vezes seguindo ruas quietas, 
Nas horas do silêncio galopante, 
Me deparo com o olhar vigilante, 
Turvo, de cegas retinas abjetas. 
 
Concentrados em lúcido semblante, 
Os olhos esbranquiçados, qual setas, 
Apontam para as entranhas repletas 
De sorrisos de ironia bacante. 
 
A cega absurda, em prantos se desata, 
E injuria a sua existência ingrata, 
Clamando pela morte, sua glória. 
 
Seus olhos são somente vitrais foscos, 
Sorumbáticos diamantes toscos, 
Jóias que a tolice chama de escória. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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