abiliomateus.net :: Danças da Escuridão
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

A A A


Ao Leitor


A decadência humana é a fonte borbulhante, o jorro inspirador destes versos doentios, deste spleen que se refaz num momento de extrema angústia dos que desejam criar. Cantemos a vida! A morte oculta em cada sorriso deprimente; a piedade se retorcendo em peito senil; a loucura estampada nas faces indistinguíveis...
 
Caro leitor, não se deixe deter pela aparente tor­peza destas palavras. As rubras águas de mórbidos ester­tores misturam-se ao líquido translúcido e revigorante, o bálsamo dos loucos. Como uma dança de sombras, a decadência e a vitalidade de solenes quimeras esvaem-se no espaço infindo destes versos embriagados de vida e morte.
 
Nestas páginas aflitivas, as Danças da Escuridão permanecem escondidas, perdidas na negrura de cada verso, cada traço disfarçado de verso. Cabe ao leitor iluminar estes palcos errantes com a luminosidade dos seus vagos sentimentos.



Abílio Mateus Jr.


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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